<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461</id><updated>2012-02-16T13:09:29.845Z</updated><category term='Ó Literatura'/><category term='A RONCA - parte III'/><category term='O inesperado'/><category term='A RONCA - parte 1'/><category term='A RONCA - parte II'/><category term='A RONCA - parte I'/><category term='In the bedroom'/><category term='Um estranho numa terra estranha'/><category term='Enquanto o Sol se levanta'/><title type='text'>José Petinga</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Anonymous</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img1.blogblog.com/img/blank.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-7365520876119861399</id><published>2009-11-09T01:24:00.000Z</published><updated>2009-11-09T01:25:06.454Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A RONCA - parte 1'/><title type='text'>A RONCA - parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lê-se a filosofia de um grande mágico, sente-se o orgulho da manhã a dissipar-se  enquanto procuras o primeiro café aberto. O tempo estava fresco para a  estação.&lt;br /&gt;No dia 13 de Maio de 2001, notava-se o peso da religião naquele povo  perdido à procura de um pequeno pedaço de felicidade - coisa rara nos nossos  dias. Dizia ele, o mágico:&lt;br /&gt;- A filosofia que vos quero passar e que é já a  minha é para sonharem ao máximo todos os dias!&lt;br /&gt;Estava preocupado não só com  os meus problemas pessoais, aqueles mas também com aqueles que os outros  introduziam livremente e que nada tinham a ver.&lt;br /&gt;Chocado até à medula. Eles  tinham conseguido revoltar-me, transformando-me e querendo ver em mim outra  pessoa para além de mim próprio ... revolta!&lt;br /&gt;Todas as manhãs era assim. Os  cafés ... o primeiro expresso, quando ainda estava a dormir.&lt;br /&gt;Nem sempre os  dias eram preenchidos da melhor forma, mas era necessário. Não era um trabalho  fácil e talvez não fosse acessível a todos.&lt;br /&gt;Aquele título que me surpreendera  um dia - "Um estranho numa terra estranha". A própria evolução das situações em  curso, são a causa de muitas destas revoltas pessoais.&lt;br /&gt;O stress tinha-me  apanhado a mim também, logo eu que fugia dessas modernizadas doenças que  ocuparam um espaço e um tempo. As exigências dos homens provocaram este estado  de coisas&lt;br /&gt;A descoberta de qualquer coisa que nos ajude a harmonia interior,  qualquer tipo de ciência, mesmo inexistente ou desconhecida.&lt;br /&gt;Era  desnecessário tomar as atitudes descritas pelas circunstâncias e pela imposição  dos próprios tempos.&lt;br /&gt;"Tudo parecia já estar lá antes de nós."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-7365520876119861399?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/7365520876119861399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=7365520876119861399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/7365520876119861399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/7365520876119861399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/11/ronca-parte-1.html' title='A RONCA - parte 1'/><author><name>José Petinga</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_lZQU4cyTtjc/SqBgkuyoEnI/AAAAAAAAAAM/dPhqYPrCsu8/S220/jpPerfilBlog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-8659747335885290031</id><published>2009-11-02T01:51:00.003Z</published><updated>2009-11-02T02:12:56.824Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enquanto o Sol se levanta'/><title type='text'>Enquanto o Sol se levanta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lê-se a filosofia de um grande mágico, sente-se o orgulho da manhã a dissipar-se enquanto procuras o primeiro café aberto. O tempo estava fresco para a estação.&lt;br /&gt;No dia 13 de Maio de 2001, notava-se o peso da religião  naquele povo perdido à procura de um pequeno pedaço de felicidade - coisa rara nos nossos dias. Dizia ele, o mágico:&lt;br /&gt;- A filosofia que vos quero passar e que é já a minha é para sonharem ao máximo todos os dias!&lt;br /&gt;Estava preocupado não só com os meus problemas pessoais, aqueles mas também com aqueles que os outros introduziam livremente e que nada tinham a ver.&lt;br /&gt;Chocado até à medula. Eles tinham conseguido revoltar-me, transformando-me e querendo ver em mim outra pessoa para além de mim próprio ... revolta!&lt;br /&gt;Todas as manhãs era assim. Os cafés ... o primeiro expresso, quando ainda estava a dormir.&lt;br /&gt;Nem sempre os dias eram preenchidos da melhor forma, mas era necessário. Não era um trabalho fácil e talvez não fosse acessível a todos.&lt;br /&gt;Aquele título que me surpreendera um dia - "Um estranho numa terra estranha". A própria evolução das situações em curso, são a causa de muitas destas revoltas pessoais.&lt;br /&gt;O stress tinha-me apanhado a mim também, logo eu que fugia dessas modernizadas doenças que ocuparam um espaço e um tempo. As exigências dos homens provocaram este estado de coisas&lt;br /&gt;A descoberta de qualquer coisa que nos ajude a harmonia interior, qualquer tipo de ciência, mesmo inexistente ou desconhecida.&lt;br /&gt;Era desnecessário tomar as atitudes descritas pelas circunstâncias e pela imposição dos próprios tempos.&lt;br /&gt;"Tudo parecia já estar lá antes de nós."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-8659747335885290031?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/8659747335885290031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=8659747335885290031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/8659747335885290031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/8659747335885290031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/11/enquanto-o-sol-se-levanta.html' title='Enquanto o Sol se levanta'/><author><name>CF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_agdd4poeUQ0/SpdBkp3181I/AAAAAAAADHU/Bh1q-eVQZ7g/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-4925884749801393211</id><published>2009-10-26T03:02:00.005Z</published><updated>2009-10-26T03:28:37.193Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Um estranho numa terra estranha'/><title type='text'>Um estranho numa terra estranha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo que a decepção política de tendência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;neoburguesa&lt;/span&gt;/fascista invadiu os meios intelectuais de esquerda - infeliz &lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;non&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sense&lt;/span&gt; - sentia-se um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;medo&lt;/span&gt; terrível em toda a população e sobretudo naqueles que, um pouco mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;astutos&lt;/span&gt;, se lançavam no mercado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;internacionalista&lt;/span&gt; à procura de fortuna fácil.&lt;br /&gt;Esta dívida, no futuro, alastrara-se logo que uma vaga de imigrantes dos países orientais e africanos invadiam a Europa, fugindo das guerras desastrosas e inumanas que se faziam sentir, um pouco por toda a parte.&lt;br /&gt;A divisão dos países de Leste, eles também submetidos às maiores crueldades, a ruptura dos grandes ideais marxistas-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;leninistas&lt;/span&gt; - a morte. por implosão da ideologia comunista, a vaga crescente de atentados, crimes e todo um conjunto de atitudes corrosivas e corruptas que nos faziam desacreditar que somos feitos de carne e osso e que tudo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;o resto&lt;/span&gt; não é materializado pelas nossas ambições austeras e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;desapropriadas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Seremos sempre o alvo predilecto de falhas diplomáticas, de negociações falidas, de demagogias e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pedagogias&lt;/span&gt;. Nunca para nos situarmos ao nível do Humano, mas sim de "la &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;béte&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sauvage&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;Falou-se ao longo de todas estas transições políticas de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;austeridade&lt;/span&gt;, política de apertar o cinto, política de meia-tigela. Exigiu-se em tempos, uma política &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;transparente&lt;/span&gt;, uma política que sirva os interesses dos cidadãos, em vez de servir os velhos hábitos das pequenas elites conservadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"La &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;France&lt;/span&gt;?!" ... será sempre o ponto de interrogação das grandes mudanças políticas. A sua história &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;revolucionária&lt;/span&gt; é demasiado rica para que deixe morrer a sua virtude de um país simbolicamente glorioso pelas suas saídas à rua, de protesto, de contestação.&lt;br /&gt;Parecia não haver um presidente para esse grande império europeu, também ele inscrito na grande revolução cósmica do grande Jubileu que foi a passagem do milénio.&lt;br /&gt;Portugal, na política &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;internacional&lt;/span&gt;, colocou sempre a carroça à frente dos bois. Se existe uma tecnologia sofisticada, existe &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;simultâneamente&lt;/span&gt; uma péssima gestão. Se existe material não modernizado, a gestão nunca pode ser considerada boa.&lt;br /&gt;Encontraremos sempre uma resposta, uma desculpa nem que seja para sermos ... meros observadores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-4925884749801393211?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/4925884749801393211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=4925884749801393211&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/4925884749801393211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/4925884749801393211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/10/um-estranho-numa-terra-estranha.html' title='Um estranho numa terra estranha'/><author><name>CF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_agdd4poeUQ0/SpdBkp3181I/AAAAAAAADHU/Bh1q-eVQZ7g/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-5431342305625996895</id><published>2009-10-09T19:17:00.006+01:00</published><updated>2009-10-09T19:39:32.816+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ó Literatura'/><title type='text'>Ó Literatura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ó literatura, mundo do imaginário onde tudo é possível. Mundo infindável da alma vestida de drama e tragédia onde sucumbe o vício dos desejos físicos.&lt;br /&gt;Valor espiritual da invisibilidade palpável, onde tudo é harmonia, luxúria, volúpia, alimento dos prazeres da matéria física. Êxtase!&lt;br /&gt;Navegantes sem rumo à procura de um novo astro. Ó língua sem limites. Desfolhando as (linguagens) palavras uma a uma, descortinando sem mordaças nem amarras, quebrando os muros violentos e opressores, munidos d´armas mortíferas e de terror, encurralados entre o desespero enganador e humilhante, na partícula motora do que deveria ser o grande ser que nunca é.&lt;br /&gt;Nós somos dois. Cada um de nós, um potencial destrutivo e auto-destrutivo em si mesmo. Que ninguém tenha dúvidas. Procuramos todos uma estação de repouso inexistente. Fartos do conformismo e da indiferença, perante esta aberração errónea com a qual nos confrontamos no quotidiano.&lt;br /&gt;Promessas...&lt;br /&gt;Enganos...&lt;br /&gt;Falsidades...&lt;br /&gt;Vigarices...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formalizados cálculos tácticos, agrupados em estantes bafiosas, recalcados pelos tempos.&lt;br /&gt;O grande patrão ... mostra-nos através do seu ecrã, o utópico dilema com o qual nos confrontamos ideologicamente. Aí, estamos diante do mundo moderno (tecnologia) incubando-do as células adormecidas do consumo exagerado. A publicidade esfriante, qual cadáver saído das profundezas da terra, convida-te a penetrar o mundo artificial dos grandes centros comerciais - renovação última do comércio modernizado. A competitividade, a abundância dos produtos, internos e externos, aos quais somos subjugados. Dependentes destas anomalias "stressianas", o tempo deixou de existir, para o altivo sonho que foi uma infância solitária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-5431342305625996895?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/5431342305625996895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=5431342305625996895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/5431342305625996895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/5431342305625996895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/10/o-literatura.html' title='Ó Literatura'/><author><name>CF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_agdd4poeUQ0/SpdBkp3181I/AAAAAAAADHU/Bh1q-eVQZ7g/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-2851994455603497042</id><published>2009-09-25T01:46:00.008+01:00</published><updated>2009-09-25T03:25:26.023+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A RONCA - parte III'/><title type='text'>A RONCA - parte III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O tractor tinha as rodas no ar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Zé Augusto aceleraste a máquina?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Ó João! Ó João, desengata o gancho, arreia a gadanha, passa o cabo por cima e engata de novo, homem!&lt;br /&gt;O mestre gritava:&lt;br /&gt;- A barca está pesada. Ainda estão aqui 150 cabazes de sardinha! Então? Cuidado com o cabresto senão está tudo desgraçado! - tínhamos que tirar o bojo para fora de água.&lt;br /&gt;O Escarapela gritava impondo o seu autoritarismo e a sua responsabilidade:&lt;br /&gt;- Ninguém mexe no peixe.&lt;br /&gt;- Tá bom! Tá bom! Pára Zé ... pára. Quanto mais for para cima, mais tem que vir para baixo. O Estera que suba depressa com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fogaz&lt;/span&gt;. Põe-te no meio da barca ranhoso. É preciso explicar-te tudo tim-tim por tim-tim? Não escorre nada dessa cabeça de burro? Vá ... andem, andem.&lt;br /&gt;No outro lado, o mestre, meu tio, gritava:&lt;br /&gt;- Á &lt;span style="font-style: italic;"&gt;zagarelho&lt;/span&gt;! Não se pode perder tempo. Sai ... sai já daí. Já não podes com uma gata pelo rabo e com um cigarro na boca. Tu e o Zé Gaiato! Vai ... vai anda; chega o peixe para a borda Zé.&lt;br /&gt;- Á Fivelas, sabes como ele é e tás sempre a fazer o mesmo!&lt;br /&gt;- Á ... á ... á ...&lt;br /&gt;- Á merda. Merda é que há! Vai ali comprar um maço de cigarros Ritz. Mas vai num pé e volta no outro.&lt;br /&gt;- Tá bem, não se apoquente.&lt;br /&gt;Estávamos no Verão, mais propriamente no mês de Agosto. As noites estavam muito quentes. Um grupo de jovens acompanhados com francesas queriam comprar peixe.&lt;br /&gt;- Á Joaquim, tira algumas sardinhas para a areia! Se vier 20 escudos, são 10 &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mérrés&lt;/span&gt; pa cada um. Isto só acontece no Verão! No Inverno é fome para comer tudo.&lt;br /&gt;- Vai agora que ele está distraído! Vai ... já chega, já chega.&lt;br /&gt;As mulheres acartavam o peixe. A água nos cabazes para a sardinha pingava-lhes os pés  protegidos por uma capa preta.&lt;br /&gt;- Estou morta! - dizia a Alzira. Quando chego àquela areia mole ... ai as minhas pernas! Noites inteiras e dias inteiros para ganharmos um tostão.&lt;br /&gt;A azáfama não parava. Desde que o Sol se punha até à aurora matinal. Ninguém parava, nem para tomar um pingo de café. De manhã era pior ainda, com a presença dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;senhores&lt;/span&gt; da Guarda Fiscal e da Polícia Marítima.&lt;br /&gt;- Quantos cabazes poderão estar aí? - perguntou o A. Vapor, sempre sentado na ré da barca com os pés pousados na pleia.&lt;br /&gt;- Á ... á Ti Tonho, t...t...tá aqui uns cinquenta cabazes. É mais meia hora de trabalho.&lt;br /&gt;- Comecem a arrumar alguns dos cabazes dentro da barca. Não se pode perder muito tempo. O Verão são dois meses! - dizia o mestre.&lt;br /&gt;O Estera, de tempos a tempos, mudava o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fogaz &lt;/span&gt;quer para o braço esquerdo, quer para o lado direito. Agora era a nossa vez. A vez dos putos.&lt;br /&gt;- Vá malta, olhem que ele é lixado! Aproxima aí esses cabazes ... espalha-mos por aí! Passa aí o balde e o vertedor para tirar um pouco desta água ensanguentada.&lt;br /&gt;- Quem mandou? - perguntou o Carrão.&lt;br /&gt;- Quem querias que fosse? Foi o mestre pá. Tá aí o João Abel?&lt;br /&gt;- Não. Foi à cabana buscar uma lata com gasóleo.&lt;br /&gt;Homens e mulheres iam e vinham, areia acima, areia abaixo.&lt;br /&gt;- A barca está quase vazia, dizia um dos camaradas enquanto sacudia o boné ensopado pela água suja das sardinhas abundantes.&lt;br /&gt;- Descarreguem o resto do peixe para os vossos pés. Safam-se? Andem, dizia o mestre acrescentando que a madrugada não tardava. Estão a ouvir? Temos que nos safar enquanto o peixe está aí.&lt;br /&gt;As carrinhas estacionadas na berma da estrada estavam carregadas com sardinha.&lt;br /&gt;- Ó Zé Maria, diz ao Escarapela para contar os cabazes.&lt;br /&gt;O João Abel tinha acabado de chegar naquele momento.&lt;br /&gt;- Á João, gritou o Escarapela, vai à lota mais o João Alberto.&lt;br /&gt;O tio António Vapor puxou do maço de tabaco que o Fivelas lhe tinha estendido à mão e levou um cigarro aos lábios e acendeu-o.&lt;br /&gt;- Vamos a isto! Ponham um panal debaixo da proa da barca e banhem-no com sebo.&lt;br /&gt;A maré tinha baixado na última hora e meia. Os cabazes que tínhamos transportado até à praia estavam todos arrumados e alinhados no interior da barca.&lt;br /&gt;- Vamos rapazes! Vamos caso contrário...&lt;br /&gt;O Zé Augusto encostou a gadanha à ré da barca enquanto esperava que o mestre desse a ordem do leva. Os sons das pequenas ondas faziam-se ouvir. O nevoeiro tinha-se dissipado. Via-se a traineira na bóia e o ruído da bomba de tirar água parecia o de um avião.&lt;br /&gt;- Vai, vai ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zé Augusto acelerou o motor e, de uma assentada, fez a barca penetrar na água. Uma remada certeira e harmoniosa fazia-se ouvir no dançar do remos. A praia, tal como as mulheres e os cabazes de peixe  ficavam para trás. Víamos as luzes acesas, a traineira imóvel que esperava a barca com o contra-mestre e os "moços de terra" ... cada vez mais distantes!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Iniciava-se assim, uma nova etapa num ciclo interminável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-2851994455603497042?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/2851994455603497042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=2851994455603497042&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/2851994455603497042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/2851994455603497042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/09/ronca-parte-iii.html' title='A RONCA - parte III'/><author><name>CF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_agdd4poeUQ0/SpdBkp3181I/AAAAAAAADHU/Bh1q-eVQZ7g/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-1408800157123481528</id><published>2009-09-21T00:27:00.014+01:00</published><updated>2009-09-22T03:34:30.197+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A RONCA - parte II'/><title type='text'>A RONCA - parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estávamos quase todos prontos para sair.&lt;br /&gt;- Tragam duas enfiadas de cabazes pelo sim e pelo não - acrescentou o Escarapela.&lt;br /&gt;- Duas? - gritou o Manel. Não chega uma? Ainda tenho este ombro em sangue desde ontem à tarde e já me estão a recomendar uma nova cruz! Vida de merda!&lt;br /&gt;Ouvia-se o cantar dos remos abafados pela densidade do nevoeiro. Algumas vozes vindas do mar ... ó rema! ... rema. Ó rema ... ó rema!&lt;br /&gt;- Tás a ver a barca, Manel Escarapela? - perguntou o Zé Maria.&lt;br /&gt;- Á Zé, parece que vai a andar pa sul!&lt;br /&gt;- Ó lá de terra!&lt;br /&gt;Parece-me a voz do Zé Vapor!&lt;br /&gt;- Á Zé Maria ... pró sul, pró sul. Parece que vai a andar para o sul!&lt;br /&gt;Chamam o tractor para trazer os panais para o sul. A voz vinda do mar chegava abafada pela concentração densa do nevoeiro. "P´á rampa lá do sul!" Vão encalhar à rampa de sul, gritámos nós; os putos, os índios da praia, os malandros, os que não gostavam de trabalhar, mas que trabalhavam de sol-a-sol sem parar, noite e dia.&lt;br /&gt;- Já chamaram as mulheres?&lt;br /&gt;- Já! - dizia uma voz por entre o barulho do tractor que arrastava os panais. A maré estava boa para a barca vir até aqui acima ... está na meia-maré.&lt;br /&gt;- Á nariz avassalador! - dizia o Manel enfiando-lhe a mão por debaixo das pernas, apertando-lhe os testículos até que o Estera chorasse de dor.&lt;br /&gt;- Filho da ... !&lt;br /&gt;- Filho da quê pá?&lt;br /&gt;- Nada, eu já te digo no Ti Tonho!&lt;br /&gt;- Dizes o quê pá? Mato-te logo a seguir.&lt;br /&gt;- Parem lá com a brincadeira, gritou o Escarapela. Tá a barca aí... Não querem outra coisa! Nem é preciso molharem-se porque o marzinho está como a lama!&lt;br /&gt;- O Zé Maria está sempre em cuecas! É pó mestre ver que ele trabalha muito!&lt;br /&gt;- Ó, atão não sê! É o Superman.&lt;br /&gt;- Caluda. Atenção agora porque já se vê o branquear dos remos na água. Dá o gancho ao João.&lt;br /&gt;Todos nós éramos peritos! Conhecíamos a praia como a conhecem as gaivotas. Mesmo de noite, debaixo do nevoeiro não paravam de estar atentas a uma ou outra sardinha que caía na água. Sentia agora, toda a longitude da praia. Mulheres, pescadores, crianças, ... ! As crianças éramos nós; os explorados, os maltrapilhos, os fundilhos, os ladrões sempre a contar a história do vigário.&lt;br /&gt;- Já vai! Agarra a bossa, segura fixe ... fixe!&lt;br /&gt;- Á ó, tá o mar de roge! Até parece que o mar tá a partir tude! Á ó, é só algazarra!&lt;br /&gt;- Vira ... vira ... vira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-1408800157123481528?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/1408800157123481528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=1408800157123481528&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/1408800157123481528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/1408800157123481528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/09/ronca-parte-ii.html' title='A RONCA - parte II'/><author><name>CF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_agdd4poeUQ0/SpdBkp3181I/AAAAAAAADHU/Bh1q-eVQZ7g/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-2627204802048756783</id><published>2009-09-15T23:42:00.008+01:00</published><updated>2009-09-22T03:34:15.663+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A RONCA - parte I'/><title type='text'>A RONCA - parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não pára de tocar! Não está nevoeiro, o vento está calmo e nada faz adivinhar, nas próximas horas, quaisquer sinais de mau tempo.&lt;br /&gt;Não tenho sono! Porquê ficar deitado sem sono? São 2 da manhã.&lt;br /&gt;A pesca findara com a avalanche de pedras à meia-noite em ponto. Desde então muito se alterou na forma, na vida e na orientação destas gentes da Nazaré e sobretudo na minha vida, cujo percurso nunca foi fácil. Muitas das minhas histórias foram passadas no mar. Qual a mais marcante? Talvez tenha sido aquela quando tinha 5 anos de idade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pescadores olhavam-se como objectos esquecidos numa repartição qualquer de perdidos e achados. A ronca, emitia um som tão familiar que parecia adivinhar que estava condenado para a vida inteira.&lt;br /&gt;O dinheiro tinha dado a volta à cabeça de toda a gente e, por todo o país, fazia-se uma cavalgada desenfreada para o encontrar. Por que motivo andei por onde andei? De que estórias é feita a minha história? Em que mar sem sal naveguei? Enquanto estivesse acordado tinha a certeza de que estava vivo e isso sempre me deu força para continuar.&lt;br /&gt;Ouvia a televisão do vizinho até de manhã. Não cessava ... era como a ronca! Tocava, tocava, mas ninguém a ouvia. O vizinho estava doente há algum tempo, abandonado pela mulher que desaparecera sem deixar rasto. Quando era criança, chamavam-lhe o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pescador de polvos&lt;/span&gt;. Adorava comer estes invertebrados que algumas peixeiras secavam, tal como nos dias de hoje, ao sol.&lt;br /&gt;Passaram 50 anos. São 2 da manhã e não tenho sono! A ronca desperta-me a memória dos tempos longínquos. Aos 8 anos, caía de sono e a ronca não parava de tocar.&lt;br /&gt;É rapaziada! Acima ... p´ra cima que o barco está a chegar! ... heeee ... porra! É pá, então ninguém se levanta? Tá tudo morto? Os da família são os piores! - dizia o Ti-Zé Maria, a quem chamavam de velho de terra. Tinhamo-nos deitado há uma hora atrás, contando com um repouso merecido até à madrugada seguinte.&lt;br /&gt;Quando é que acaba o Mar e o peixe no Mar! - gritou o Estera, fatigado pelo trabalho penoso e duro de todos os dias e noites. Quase ninguém tinha consciência do que fazia. As necessidades comandavam o fio dos dias de sol-a-sol. Eu também queria ficar a dormir, mas quem é que consegue dormir num curral carregado de pulgas? O Estera estava cheio delas; andavam na camiseta, no pescoço, nas cuecas, ... Estão à espera de quê? Palácios do Czar? - somos apenas crianças e já nos mataram os sonhos, dizia o João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os períodos da história da humanidade, proibiram os homens de sonhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-2627204802048756783?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/2627204802048756783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=2627204802048756783&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/2627204802048756783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/2627204802048756783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/09/ela-nao-para-de-tocar-nao-esta-nevoeiro_15.html' title='A RONCA - parte I'/><author><name>CF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_agdd4poeUQ0/SpdBkp3181I/AAAAAAAADHU/Bh1q-eVQZ7g/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-4398754325819096555</id><published>2009-09-06T23:47:00.005+01:00</published><updated>2009-09-22T03:33:57.827+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the bedroom'/><title type='text'>In the bedroom</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os olhos da mulher na cama cintilam e iluminam-se de cintilações tricolores. Inclina-se, bandeia-se e, com voz fanhosa e cantante, mendiga como uma pobre, mas com a certeza antecipada de receber esmola avultada."&lt;br /&gt;Que poderia eu escrever de outro senão aquilo que escrevo. O Sol fica no horizonte abrindo brechas avermelhadas que se reflectem no mar aparentemente banhado a ouro amarelado. O Mar estende-se para lá do horizonte radiante; o amarelado triunfante soprado pela Estrela Rainha - morreu alguém que amámos!&lt;br /&gt;Ninguém parece falar a sério neste mundo. Dizes-me que as histórias se fazem com histórias? Este verde, digo-te eu, relembra-me algumas aventuras no seio do Oceano Atlântico.&lt;br /&gt;Os países devem amar-se ... sei que me dás razão, mas eu não preciso dela. Perdeste o hábito de ler ... a tua língua é um morteiro! Pareces nem saber em que terra estás ... venho aqui e nem sei pelo que venho. Deixo a minha aglomeração de encantos.&lt;br /&gt;Poderia chamar-me um Patictus!&lt;br /&gt;Não passas de um selvagem. Nasces a gemer como todo o mundo. Não me esqueci ... não ... que mundo é este? Que género humano é este? Estoiram sem ponta de emoção, sem moral, vazios como um sino sem badalo.&lt;br /&gt;Tenho necessidade de  respirar ar livre. O cheiro ... o odor insuportável!&lt;br /&gt;Aflige-nos sabê-lo ... atiram tudo para a rua, para a nossa casa social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar a ler ... vim apenas para te convidar para tomar café.&lt;br /&gt;Isto está pela ponta dos cabelos. Sabes ... está-se a passar fome!&lt;br /&gt;Eu já me lixei.&lt;br /&gt;És artista ou julgas-te?&lt;br /&gt;Isto está cada vez mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia após dia deparamo-nos frequentemente com uma espécie de enigma irracional. Anda tudo muito assustado! Aquilo que tenho presenciado é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;très&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exodromes&lt;/span&gt;, que é uma espécie de perda de identidade generalizada.&lt;br /&gt;Eu amei tanto a Europa como outros continentes, nem mais nem menos. Hoje, algumas dessas pessoas ... quando acabará o sofrimento? Quando encontraremos nós, cada um de nós, o nosso próprio caminho. A tua revolução era um Revolução onde se podia estar bem.&lt;br /&gt;Oh! Só estou bem onde não estou!&lt;br /&gt;Faziam estas expressões sentido, acordando a memória?&lt;br /&gt;Agressões! Violentas agressões psicológicas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei é igual a todos os sentidos ... Parte em todas as direcções!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-4398754325819096555?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/4398754325819096555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=4398754325819096555&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/4398754325819096555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/4398754325819096555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/09/in-bedroom.html' title='In the bedroom'/><author><name>CF</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_agdd4poeUQ0/SpdBkp3181I/AAAAAAAADHU/Bh1q-eVQZ7g/S220/perfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6265816077476134461.post-1907503705558785918</id><published>2009-09-04T03:12:00.015+01:00</published><updated>2009-09-22T03:33:43.154+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O inesperado'/><title type='text'>O inesperado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Perguntai-me o Sr. quem eu sou?! ... Serei sempre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;le même écrivain&lt;/span&gt;! Deveria ser eu outro? Na verdade saiba o Sr. que noutros tempos diziam-me que tinha uma veia poética!&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Peut vous bien croire&lt;/span&gt;! Talvez não seja um dos caminhos fáceis da minha vida. Quando se é intelectual as coisas têm outro sabor! Mas um marginal como eu - pescador, empregado fabril, grelhador profissional, recepcionista, moço de recados, marinheiro, poeta, escritor e pintor - de que me serve tudo isto?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Veja que estou há mais de 30 anos sem luz neste "Covil Kafkiano"! O que me faz ainda permanecer aqui é pensar que existem outros que estão bem pior. Se estivesse numa guerra acidentalmente ... porque as guerras nascem sempre de ambições políticas nas carreiras dos diplomatas. Eu não nasci para isso! Saiba o Sr. que seria incapaz de mastigar alguém para, unicamente, afirmar que também existo. Acredite ou não o Sr., não tenho pinta para estas coisas. Nasci para amar e para dar amor e por isso estou na miséria. Mas existem outros!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Só ... neste quarto onde belíssimas damas, amantes e amigas inesquecíveis ... sonharam comigo! Sonhavam aqui onde a tranquilidade juntamente com este silêncio, eram apenas interrompidos pelas cantigas do mar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A casa ficou numa completa bagunça. Alguns anos mais tarde, objectos pessoais - livros, revistas, roupas - estavam ainda marcados pelas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;roidelas&lt;/span&gt; dos ratos ... a infestação, as poeiras ... tudo parecia mais usado do que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O homem prometeu voltar a encontrar-se comigo. Ao sair passou a mão na testa, franziu as sobrancelhas e afastou-se estupefacto com tudo aquilo que lhe tinha contado. Não queria acreditar como é que alguém conseguia viver assim tantos anos, isolado dos objectos essenciais, das matérias primas, das energias e de tantas outras coisas indispensáveis nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando me perguntou, no decurso da conversa, o que pintava eu, respondi-lhe:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A SOMBRA DA PINTURA!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6265816077476134461-1907503705558785918?l=josepetinga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josepetinga.blogspot.com/feeds/1907503705558785918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6265816077476134461&amp;postID=1907503705558785918&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/1907503705558785918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6265816077476134461/posts/default/1907503705558785918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josepetinga.blogspot.com/2009/09/perguntai-me-o-sr.html' title='O inesperado'/><author><name>José Petinga</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_lZQU4cyTtjc/SqBgkuyoEnI/AAAAAAAAAAM/dPhqYPrCsu8/S220/jpPerfilBlog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
